Traduzido de:
The Metaphor of the Nautilus
http://www.beyondreligion.com/su_about/n
Há um século e meio, Oliver Wendell Holmes enxergou o significado metafófico da morada compartimentada do Nautilus. Estas conchas fascinantes são espiraladas em forma e consistem de uma série de compartimentos cada vez maiores nos quais a criatura marinha vive por uma estação, até que ela cresce além daquele espaço particular. O Nautilus então aumenta sua concha pela adição de um novo compartimento adequado ao próximo estágio de sua vida.
Holmes escreveu, num poema intitulado “O Nautilus compartimentado”: “Construa para ti mansões mais grandiosas, ó minha alma... Permita que cada templo, mais nobre que o anterior, separe-o do Céu com um domo mais vasto, até que afinal sejas livre, deixando sua concha, pequena demais para ti, pelos mares incansáveis da vida!”
Que imagem perfeita para a evolução espiritual! Para iniciar um novo estágio no nosso crescimento, temos que pensar “fora da caixa”. No entanto, cada vez que abandonamos uma velha visão de mundo por uma nova e mais ampla, nós apenas nos encontramos numa caixa maior. E enquanto cada caixa serve sua função particular por um tempo, estamos sempre sob risco de considerar que aquele compartimento que estamos ocupando é o final.
A forma espiral da concha do Nautilus sugere que ele pode continuar crescendo para sempre. Não há um projeto para um compartimento “final”. A criatura deve continuar construindo novos compartimentos enquanto viver. Não pode voltar aos compartimentos anteriores; eles não servem mais. Não pode permanecer no seu espaço presente, ou então morrerá. Não tem escolha senão continuar. E continuar.
Talvez um dia possamos criar para nós uma caixa tão grande que pudesse conter Deus como um todo. Mas esse espaço então incluiria tudo, até mesmo aquelas realidades que agora nós excluímos deliberadamente ao limitar o tamanho de nosso compartimento atual.
